Online e ao vivo
10/10/2025
das 17h às 18h30
gratuito

certificado de participação incluso
Psicóloga clínica, Arteterapeuta pelo Instituto Sedes Sapientiae e especialista em Ecopsicologia pela Pacífica Graduate Institute. Analista formada pelo IJUSP, AJB e IAAP, Membro do Departamento de Ecopsicologia da AJB.

O pensamento ecológico junguiano permitiu expandir a noção de psique para além da exclusividade humana, fora do espectro do Anthropos. Coloco em destaque a vida dos minerais que nos convidam para uma decida ao subsolo psíquico dos fósseis. Apesar de retratarem substâncias consideradas sem vida, agem psiquicamente na massa indiscriminada do inconsciente e no invisível nos forçando a ouvir os seus lamentos e desejos.
Uma trajetória que sai da superfície e do visível sentido ao intraterreno, ao invisível e aparente imobilidade. Convocatória para a descida e ser pedra no seu tempo medido em eras. O que Jung nos ensinou sobre o tempo da alma é que é preciso deixar-se guiar por uma convocação anímica que age como psicopompo para um lugar incondicional, desconhecido e inconsciente. Movimento que tomei como uma carta/ingresso vinda de Geos, um tempo anterior à dicotomia (ou binarismo) vida e morte.
A tarefa fundamental deste trabalho é, portanto, falar sobre a potência do fracasso e da lentidão, e o reconhecimento da fertilidade do subsolo do reino dos minerais e da Não Vida no encontro arquetípico com os mortos.
Por maior que sejam os esforços para manter inativas forças vindas do psiquismo sombrio e subterrâneo, sabemos que não serão bem-sucedidos. Ser pedra nos permite imaginar através de um olhar que enxerga na escuridão o potencial lento e criativo de transformação do aparentemente inerte.