Abaixo você encontra a relação de monografias dos membros analistas do IJUSP, em ordem alfabética, pelo sobrenome do autor. A leitura das monografias é permitida através de consulta direta ao autor.
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Este estudo aborda o arquétipo do Trickster através do mito brasileiro do Saci-Pererê. Por meio de dados bibliográficos coletados, pôde-se perceber quem com o passar do tempo a parte demoníaca e assustadora presente originalmente no mito foi sendo abolida até chegarmos ao momento atual, em que o Saci foi transformado em figura traquinas, bastante amigável, chegando às vezes a ser descrito e representado como um garoto educado.
As bases para o saci fossem caracterizadas como trickster em relação à psicologia analítica foram os trabalhos realizados por C.G.Jung. No âmbito da antropologia, este trabalho segue os pensamentos de Câmara Cascudos e Renato Queirós.
Se a bipolaridade é uma propriedade de todo arquétipo, bem como a imutabilidade de seus aspectos essenciais, surge então a questão sobre o que teria ocorrido com as características negativas que foram suprimidas da imagem do saci.
Na busca de uma resposta para a questão...
Uma abordagem psicológica a Terra Devastada, de T. S. Eliot, focando a questão de como o mito é utilizado para representar realidades psicológicas dentro do contexto do trabalho criativo. A intenção é traçar um paralelo com as idéias de C. G. Jung, uma vez que Eliot, particularmente nesse poema, apresenta, no contexto da literatura, algumas dessas idéias no que diz respeito à psique individual e coletiva. Há, além disso, uma vinculação com as reflexões originadas a partir do pensamento de James Hillman que, em diversos aspectos, elabora uma contribuição significativa ao campo da psicologia junguiana. O poema de Eliot nasce da elaboração de padrões imaginativos que fluem a partir do inconsciente, o que se convencionou chamar de Imagismo. Da perspectiva da alma, essa literatura apresenta uma consciência a um só tempo imaginal e mítica. A intenção é a reflexão psicológica, reflexão que devolve as imagens e as experiências para a alma e que, ao fazê-lo, espera criar alma.
O autor descreve o fenômeno da metanóia que demarca o início do processo de individuação na passagem para a segunda metade da vida, segunda a metade da vida, segundo a visão clássica junguiana. As Características da metanóia envolvem crise e bloqueio da criatividade, com implicações em todas as áreas da vida pessoal.
O Autor valoriza a concepção energética psíquica e outras formulações teóricas de Jung para discutir o tema. Ilustra com a vivência de metanóia do próprio C.G. Jung, de Federico Fellini, através do clássico 8 ½, e da sua experiência pessoal e clinica.
Este trabalho é uma tentativa de compreender e discutir a descoberta da anima no homem e sua passagem da influência dominante do arquétipo da Grande-Mãe para uma mudança na polaridade para o arquétipo da Anima. Esta mudança traz enormes transformações na interação dos arquétipos ao longo do eixo “ ego-self” que afetam a existência psíquica no homem. Examino a maneira que estas transformações são amplificadas pela fixação no arquétipo da Grande-Mãe, e o confronto que se instala com o complexo da Anima ativado, o que é necessário para trazer a possibilidade da transformação e desenvolvimento, no caminho da individualização. Considero, também, a influência do domínio bi-cultural que pode ajudar e/ou dificultar este processo.
Tratando de um assunto que é tão pouco estudando como o choro, este trabalho aborda o tema sob o enfoque da psicologia analítica de C.G Jung e da psicologia arquetípica de J. Hillman.
Além de trazer exemplos das lágrimas nas mais diversas manifestações da alma humana (como na literatura e na religião, por exemplo), esse trabalho se aprofunda especificamente em explorar as peculiaridades dos diferentes choros. Partindo da premissa de que não há dois choros iguais, de que cada choro é único e tem características que podem ser exploradas e ampliadas, este trabalho se dedica a explicitar as diferentes singularidades dos choros.
Chamando a atenção para o fato de que dificilmente o choro é respeitado e verdadeiramente ouvido, aqui se fala da possibilidade de refinamento, aprimoramento, “educação” do choro e se convida a ouvir o choro com um ouvido mais apurado e atento às nuances e particularidades de cada um.
Este trabalho visa descobrir o que há de comum e duradouro, arquetípico, nos mistos e ritmos da morte, e de que forma eles podem auxiliar-nos na elaboração desta vivência.
Após peesquisar dose mitos encontrei cinco idéias principais que agrupei em quadro esquemático sob os títulos: Manipilação do corpo, Chegada do elemento de transição, Travessia; Julgamento; Destino das almas.
A interpretação dos símbolos contidos em cada uma destas idéias mostra-nos como os rituais auxiliam o ego do parente enlutado a ir gradativamente transformando-se junto com o ente perdido. Do nível físico necessita-se mais e mais de concepções espirituais. Do individuo que morre chega-se à humanidade, da consciência ao inconsciente coletivo. Este que é ao mesmo tempo o mundo das trevas e a matriz, oferece a possibilidade de vermos vida e morte juntos, de transcedermos aquela polaridade e de retornarmos transformados para viver e morrer melhor.
Em nossa cultura, predominantemente patriarcal, o homem, na maioria das vezes, tem muita dificuladade em estabelecer contato com a área afetiva-emocional e com os conteúdos ligados ao feminino, à sensibilidade e ao relacionamento com a mulher.
Dentro de um enfoque junguiano, esta pesquisa procurou compreender a atitude do gênero masculino perante o encontro amoroso e o feminino interior, a anima.
Para tanto, adotamos como caminho metodológico para examinar esta questão a expressão do homem ( o protagonista) nas canções de Antonio Carlos Jobim. Foram selecionadas vinte e seis canções que versavam sobre o encontro amoroso ; estas canções foram colocadas em categorias segundo a Análise de Conteúdo ( bardin, 1977): encontro, o desencontro e a natureza e os processos afetivos. Escolhemos, para a análise, uma canção representativa de cada categoria “ Meditação “ “ Lígia” e “ As preias desertas”, respectivamente. Estas canções foram submetidas ao procedimento de amplificação simbólica (Penna, 2003) e ...
Fome, desperdício,obesidade- um olhar culturalmente imaginativo para a anima mundi é um estudo dos sintomas que revelam um mundo atormentado e de como suas aflições nos afetam como indivíduos e como cultura. Através de uma reflexão suprapessoal, que recorre aos relatos míticos para o seu entendimento, podemos nos aproximar desse sofrimento na sua forma visível e, a partir disso, estabelecer com ele a mesma relação de intimidade que nos conecta aos nossos pacientes e permite uma possível transformação. Entrelaçando os conceitos da psicologia analítica com os estudos já desenvolvidos pela vertente arquetípica, a prosposta é resgatar valores desconsiderados com a noção de mundo cartesiana, que separa sujeitos animados de objetos inanimados, restabelecendo um sentido de alma com tudo que nos cerca.
Esta monografia aborda a vivência das noivas diante das vestes nupciais, numa tentativa de explorar um simbólico vivenciado tantas vezes como encantamento e êxtase. Experiência sentida de forma espontânea e geralmente inconsciente. O tema é desenvolvido para que se compreenda como tal vivência, quando consciente, é uma referência importante na trajetória amadurecida da mulher para o altar da reflexão no encontro com a consciência do si mesmo, em uma vertente absolutamente feminina. Foi observado que essa vivência raramente se dá quando predomina a exaltação do Ego, que não permite a manifestação da tradição ou do sagrado da experiência. Entendo que mais difícil é criar um ato sublime, pois o lugar da noiva resvala por essa criação. Por fim, fica demonstrada a forma inconsciente que a visão religiosa das núpcias se apresenta para o universo feminino contemporâneo.
Este trabalho traça um paralelo entre o mito da Fênix e nossos processos psicológicos de transformação de alma, vividos a partir do fogo, como o elemento primordial para recriarmo-nos, na procura de tornarmo-nos cada vez mais nós mesmos, com o nosso próprio fogo psíquico ativado. A imagem da Fênix, que tem a capacidade de se reinventar recriando-se a partir do que restou do seu queimar, é um emblema da alma, do renascimento e de uma vontade irresistível de sobreviver. Tem, portanto, similaridade com o processo de individuação, quando somos tomados pelo instinto de nos tornarmos nós mesmos, e também, com o processo analítico, quando procuramos a ajuda do analista em busca de transformação.
A proposta é, portanto, mostrar a Fênix como uma possibilidade de modelo transformação por meio da morte e do renascimento, por ter um princípio e um fim, para depois recomeçar e terminar novamente, ajudando-nos a aceitar e cumprir as aspirações de nossa alma.
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